Dicas úteis na hora de aplicar seu dinheiro

O ideal é conseguir separar e destinar parte do orçamento a cada mês para ter um maior equilíbrio financeiro durante o ano


Apesar da recessão e da crise econômica que atravessou os últimos anos, de ponta a ponta, há quem esteja com a vida financeira mais equilibrada. E até com algum dinheiro para aplicar depois de receber os recursos extras como 13º, comissões, bônus, entre outros, no fim de ano. Quem estiver nessa situação pode pensar em formar uma poupança, fazê-la crescer em uma aplicação e dar uma largada com mais tranquilidade em 2018.

Além desse empurrão inicial, o ideal é conseguir separar e destinar parte do orçamento a cada mês para engordar a aplicação. O economista-chefe da Rico Investimentos, Roberto Indech, sugere que 50% da renda seja destinado para o pagamento de despesas como moradia, transporte, alimentação, etc. Uma parcela de 35% para despesas que não sejam tão essenciais, relacionadas a interesses pessoais como passeios, viagens e outras atividades de lazer, e os 15% restantes para prioridades financeiras, que incluem os investimentos, formação de uma reserva para emergência e cobertura de compromissos, dívidas.

Foto: Fotolia
 O ano iniciou com os juros em um dos níveis mais baixos dos últimos anos e com perspectiva de novas quedas

E para definir em que segmento vai jogar a âncora para o dinheiro é preciso saber qual o grau de risco que você está disposto a assumir. Como explica o economista, enquadram-se no perfil de conservador os que não estão dispostos a expor o patrimônio a perdas em troca de uma rentabilidade mais alta.

Já o investidor moderado é o que aceita um pouco de risco para conseguir uma remuneração acima da do mercado. E o terceiro e último perfil, o arrojado, ou agressivo, é aquele que assume riscos mais altos e se sujeitam às oscilações de mercado em busca do melhor rendimento possível.

Quem é conservador deve dar preferência para a renda fixa, como títulos do Tesouro Direto, papeis de bancos, os CDBs, papeis que têm como lastro operações do mercado imobiliário, as LCIs, os papeis ligados ao Agronegócio, as LCAs. Essas opções dão maior previsibilidade sobre os ganhos a serem obtidos
Quem se enquadrar em um perfil moderado pode fazer uma mescla entre a renda fixa e a renda variável.

Nesse caso, são indicados os fundos Multimercados, debêntures e Letras de Câmbio. São opções que envolvem uma dose pequena de risco, na renda variável, em troca de retorno mais gordo, mas garantem parte do rendimento na renda fixa.

E para os mais arrojados as opções são ações e fundos imobiliários. São aplicações sujeitas a muitas oscilações, em que os ganhos de um dia podem ser perdidos no dia seguintes e vice-versa. Por conta da instabilidade, o ideal é destinar parte dos recursos para esses segmentos e, de preferência, da parcela que não tem data marcada para ser resgatada. Deve ser uma opção mais de médio e longo prazo.

Em relação à rentabilidade, iniciamos o ano com os juros em um dos níveis mais baixos dos últimos anos e com perspectiva de novas quedas. O que significa dizer rentabilidade nominal mais modesta na renda fixa. Na renda variável, turbulências políticas e ano de eleições no mercado interno e conflitos geopolíticos no mercado internacional tendem a continuar sendo os principais fatores de influência nos preços dos ativos.

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