Consignado continua sendo a melhor opção

Quem recebe salário ou aposentadoria por meio de folha de pagamento com depósito em conta corrente deve recorrer ao consignado


Quem recebe salário ou aposentadoria por meio de folha de pagamento com depósito em conta corrente não deve ter dúvidas em relação ao tipo de crédito a que deve recorrer: o consignado é, de longe, o mais barato. Ao servidor público, os juros estão abaixo de 2% ao mês e no Santander, que tem uma política agressiva, eles estão em 1,64% ao mês, os mais baixos entre as 5 maiores instituições financeiras do País. O mesmo acontecendo para o crédito aos aposentados, com juros mensais de 1,87%. Para empregados do setor privado, a taxa também é interessante, de 2,65% ao mês.

Foto: Divulgação
O consignado é, de longe, o mais barato

Os juros do financiamento de veículos também estão em níveis comportados, entre 1,45% e 2,01% ao mês. O que torna interessante levantar um empréstimo desse não só para a compra de carro, mas para montar uma estratégia financeira e quitar dívidas. Para isso é necessário que o consumidor já tenha um veículo. Nesse caso, é preciso vendê-lo e, com os recursos, liquidar compromissos que estejam cobrando taxas mais elevadas do que essas no financiamento de veículos. O crédito pessoal continua como opção mais conveniente em relação ao rotativo do cartão de crédito e ao cheque especial.

Considerando as três versões do consignado, para aposentados, para servidores públicos e empregados da iniciativa privada, os juros variaram de 1,64% ao mês (Santander) a 3,12% ao mês (Itaú), com estabilidade em relação à semana anterior. No crédito pessoal, os juros ficaram entre 4,34% ao mês (Santander) e 5,44% ao mês (Bradesco), essas taxas subiram em relação à semana anterior.

No rotativo do cartão de crédito os juros ficaram entre 8,71% ao mês, ou 173% ao ano, no Banco do Brasil, a 19,85% ao mês, ou 778% ao ano, no Bradesco. Essas taxas permaneceram estáveis em relação à semana anterior.

No financiamento de veículos, os juros ficaram entre 1,45% (Bradesco) a 2,01% ao mês (Caixa), com ligeira queda em relação ao período anterior. Já no Crédito Direto ao Consumidor para a compra de outros bens, o juro ficou entre de 3,23% (Bradesco) a 5,72% (Caixa) ao mês, com alta em relação à semana anterior.

FUJA!
Entre os destaques sobre os juros elevados do crédito, vale apontar que a taxa mais alta do cheque especial continua sendo cobrada pelo Santander, de 14,73% ao mês ou 420% ao ano.

No rotativo regular do cartão de crédito, em que o consumidor paga o valor mínimo exigido de 15% do total da fatura, o juro mais alto é o do Caixa de 10,78% ao mês ou 242% ao ano – pequena oscilação para cima em relação à semana anterior No rotativo não regular, quando o devedor não consegue pagar nem o mínimo de 15%, o juro chega ao nível absurdo de 19,85% ao mês ou 778% ao ano no Bradesco. Essa taxa se manteve estável em relação à semana anterior.

No crédito consignado, nas três modalidades, os juros mais altos são cobrados pelo Itaú: ao servidor público, de 2,63% ao mês ou 36,60% ao ano; ao empregado do setor privado, de 3,12% ao mês ou 44,65% ao ano; e para os aposentados, de 2,10% ao mês ou 28,27% ao ano. Essas taxas apresentaram ligeira alta em relação ao período anterior. No crédito pessoal, a taxa mais alta é a do Bradesco, de 5,44% ao mês ou 81% ao ano. Essa taxa subiu ligeiramente em relação à semana anterior.

JUROS MAIS CAMARADAS
O Banco do Brasil tem os juros mais baixos no rotativo regular do cartão. O Santander tem a taxa mais baixa no consignado ao aposentado e ao servidor público e no crédito pessoal. O Bradesco tem a taxa mais baixa para financiamento de veículos, no crédito direto ao consumidor e no cheque especial. O Itaú tem a taxa mais baixa no rotativo não regular do cartão de crédito. A Caixa tem os juros mais baixos no consignado a empregados do setor privado que recebem salários por meio de folha de pagamento, creditado em conta corrente.

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