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ONS defende retomada da construção da hidrelétrica de Tapajós

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, defendeu a retomada do projeto de construção do…


O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, defendeu a retomada do projeto de construção do complexo hidrelétrico São Luiz do Tapajós, que teve o licenciamento ambiental arquivado pelo Ibama em agosto deste ano. Barata participa de seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), durante o qual, na manhã desta quinta-feira, 1º de dezembro, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, disse contar com Tapajós para aumentar a capacidade de geração de energia da estatal a partir de 2022.

“Vamos trabalhar para defender Tapajós, para esclarecer à sociedade que, a despeito das críticas dos ambientalistas, Tapajós é bom para o Brasil, para a sociedade, para a economia, mas, sobretudo, para as regiões onde vai ser instalada. Vamos por em evidência as críticas feitas à construção das hidrelétricas do rio Madeira e de Belo Monte (no rio Xingu). Se forem pertinentes, vamos trabalhar para superá-las. Não é razoável dispensar esse potencial”, afirmou Barata, após palestra.

Segundo o diretor-geral do ONS, há um “alinhamento” dos diferentes órgãos do governo em defesa da construção de hidrelétricas, preferencialmente, com reservatórios. À frente desse movimento, no entanto, devem estar o Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O tema, no entanto, não chegou a ser debatido no governo, de acordo com Barata.

“É muito melhor partir para fazer o complexo do Tapajós com todas as adequações ambientais exigidas do que não ter hidrelétrica e ser obrigado a ir para térmica”, disse o diretor-geral do ONS. Ele citou o exemplo do Canadá, que teria convidado a comunidade indígena para participar, em alguns casos, como sócia dos empreendimentos.