Ministro da Arábia Saudita diz que sentimento da Opep é otimista

O ministro saudita disse que qualquer acordo para cortar a produção precisa ser distribuído de maneira justa entre os produtores da commodity


O ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, afirmou que está otimista com a reunião desta quarta-feira da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mas advertiu que ainda há divisões. Para a autoridade, o mercado irá se recuperar, mesmo sem um acordo hoje.

O ministro saudita disse que qualquer acordo para cortar a produção precisa ser distribuído de maneira justa entre os produtores da commodity e também incluir um mecanismo para monitorar a produção. “Nós temos dois cenários: um é razoável, outro é excelente. Nós queremos o excelente, mas se não conseguirmos isso, ainda temos uma recuperação de mercado razoável”, afirmou al-Falih, antes da reunião da Opep.

O grupo se reúne na sede da Opep, em Viena, nesta reunião vista como um teste crucial da entidade sobre sua capacidade de influenciar os mercados. O cartel busca cortar o excesso de oferta global de petróleo que derrubou os preços em 50% na comparação com os níveis de 2014.

Al-Falih disse que a Opep primeiro tem de decidir sobre o acordo e então contatar produtores de fora da organização, como a Rússia. Um acordo “tem de envolver a Opep e os de fora da Opep”, afirmou o ministro saudita. “Mas antes de envolver os países de fora da Opep, precisamos garantir que a Opep está alinhada”, avaliou. “A Opep não pode pressionar a Rússia até o cartel decidir”, apontou, dizendo que espera um corte de 600 mil barris por dia na produção das nações de fora da Opep. “Se fecharmos acordo hoje, vamos procurar produtores de fora da Opep.”

O ministro disse ainda que a proposta de manter a produção da Opep em 32,5 milhões de barris por dia “está atraindo a atenção” dos envolvidos no diálogo. “Os mercados não vão despencar se a Opep não chegar a um acordo”, afirmou a autoridade saudita. Para ele, caso não saia um acordo do cartel, os mercados devem se recuperar “lentamente”. Fonte: Dow Jones Newswires.