Juros futuros fecham em queda com previsão de PIB fraco e ajuste antes do Copom

Expectativas de que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano, na quarta-feira, 30, gere revisões…


Expectativas de que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano, na quarta-feira, 30, gere revisões para pior nas projeções para a economia doméstica se somaram a ajustes de posição relacionados ao provável corte da Selic, também na quarta-feira, e reforçaram a trajetória de baixa dos juros futuros. As taxas já caíam desde a metade da manhã, em meio à confiança de avanço da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto no Senado. Na sessão vespertina, o enfraquecimento do dólar e a queda dos juros dos Treasuries contribuíram para o movimento.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 indicava 13,613% ao término da sessão regular, de 13,620% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2018 tinha taxa de 12,08%, ante 12,12%; e o DI para janeiro de 2019, de 11,61% (11,68%). O contrato com vencimento em janeiro de 2021 apontava 11,86%, de 11,91% no ajuste da véspera.

Segundo um gestor, embora a maioria dos investidores siga convicta de que a redução da Selic, se ocorrer, deve ser de 0,25 pp, alguns ajustaram suas posições para um corte de 0,50 pp ou ciclo total de afrouxamento mais intenso se antecipando à divulgação de uma retração forte do PIB. “Se a queda for maior que a esperada, deve ter peso nas próximas decisões do BC”, avaliou. Há ainda expectativa no mercado de que o BC suavize o discurso quanto a sua política monetária no comunicado da decisão, acrescentou um operador.

Para a Selic, de 70 analistas consultados pelo Projeções Broadcast, dez indicam que a taxa de juros vai terminar 2016 em 13,50% ao ano e 60 apontam que o Banco Central vai decidir pela Selic em 13,75% ao ano. Já as previsões para o PIB de julho a setembro, com ajuste sazonal, vão de recuo de 0,50% a 1,15% (mediana de 0,90%).

Às 16h54, o dólar à vista valia R$ 3,3981, com alta de 0,35%. O juro da T-note de 10 anos cedia a 2,311%. No Senado, o quorum para o início da votação da PEC do Teto em primeiro turno no plenário ainda não havia sido alcançado. Eram necessários 41 senadores.