Jucá: punição a quem votar contra reforma será definida por comissão de ética

O presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), afirmou nesta quarta-feira, 6, que a punição aos deputados da sigla…


O presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), afirmou nesta quarta-feira, 6, que a punição aos deputados da sigla que desobedecerem ao fechamento de questão e votarem contra a reforma da Previdência será decidida caso a caso. Segundo ele, a punição não foi estabelecida na reunião desta quarta da executiva, na qual a sigla fechou questão, para não parecer que a legenda está ameaçando seus parlamentares.

“É fechamento de questão com punição. O que não fizemos foi dizer que tipo de punição será, para não parecer que é uma ameaça feita aos deputados e deputadas do PMDB. Vamos, através da comissão de ética, definir a punição de cada um dependendo da postura. Não só do voto, mas dos encaminhamentos”, declarou Jucá. “Não queríamos ameaçar, queríamos uma reflexão dos parlamentares para saberem que essa é uma medida para o Brasil”, acrescentou.

Mais cedo, o ministro Moreira Franco (Secretário-Geral da Presidência) informou que não haveria punição aos deputados do PMDB que votarem contra a reforma da Previdência. “Se tivesse punição prevista, você estaria ameaçando o companheiro”, declarou o ministro após deixar a reunião da executiva, na qual o fechamento de questão foi aprovado por 19 votos a 3. Votaram contra os deputados João Arruda (PR) e Mauro Mariane (SC) e o vice-governador de Pernambuco, Raul Henry.

PSDB

Jucá disse esperar que outros partidos sigam a decisão do PMDB e também fechem questão. O peemedebista cobrou apoio do PSDB, sigla que informou que só vai deliberar sobre o assunto na véspera da votação. “O PSDB vai responder pelos seus atos. O PSDB é um partido importante, tem políticos experientes e sabe que seu apoio é importante para essa reforma, que ele também defende. Portanto, a gente espera que PSDB possa dar maciçamente os votos a favor da reforma”, declarou.

O presidente do PMDB admitiu que o governo ainda não tem os 308 votos necessários para aprovar a proposta no plenário da Câmara, mas disse que o cenário está melhorando. Segundo ele, os apoios estão em “viés de alta”. Na avaliação do peemedebista, a marcação da data da votação, a ser definida pelo presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai estimular mais parlamentares a votarem a favor da matéria.

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