Dólar fecha em queda com alívio político e melhora externa

O dólar fechou em queda frente ao real nesta segunda-feira, 28, direcionado pelo alívio na política e cenário mais favorável…


O dólar fechou em queda frente ao real nesta segunda-feira, 28, direcionado pelo alívio na política e cenário mais favorável ao risco no exterior. Num movimento que ganhou força à tarde, o dólar negociado à vista no balcão fechou em baixa de 0,62%, aos R$ 3,3863. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, a movimentação no mercado somou US$ 797,862 milhões. Já no segmento futuro, o contrato de dólar para dezembro encerrou em queda de 0,97%, aos R$ 3,3860, com giro total de US$ 12,771 bilhões.

O dia de trégua no turbilhão político do País abriu caminho para recuo do dólar frente ao real. A leitura entre os profissionais de mercado é que diminuíram os riscos para o governo de Michel Temer e, com isso, houve espaço para retomada da confiança no ajuste fiscal. No entanto, o ambiente de negócios ainda é de apreensão com possíveis surpresas, principalmente, aquelas vindas da Operação Lava Jato, o que afastou investidores do mercado e reduziu o volume de negócios.

O alívio político veio de duas frentes que, na semana passada, trouxeram tensão para o mercado e levaram o dólar à forte alta na sexta-feira.

Uma delas foi tom mais ameno adotado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, depois de acusar o presidente Temer de tráfico de influência para favorecer interesses pessoais do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima. Em entrevista, Calero confirmou que gravou conversas com Temer, mas ressaltou que isso ocorreu em “apenas uma única conversa protocolar”, minimizando preocupações de que os áudios poderiam conter provas contra o peemedebista.

Também foi bem recebido pelos agentes de câmbio o pacto entre Temer e os presidentes do Poder Legislativo, Renan Calheiros (Senado) e Rodrigo Maia (Câmara), para barrar proposta de anistia a crimes de caixa 2 em campanhas eleitorais no pacote anticorrupção. A anistia, caso aprovada, seria vista como potencial fagulha para estourar protestos pelo País, o que dificultaria o trabalho do governo para aprovar medidas impopulares, com a reforma previdenciária.

O ambiente externo também favoreceu ativos de mercados emergentes, como o real. O avanço dos contratos futuros de petróleo abriu caminho para um desempenho positivo entre os emergentes. No final da tarde, a queda do dólar frente ao peso mexicano era de 0,19% e o Dollar Index recuava 0,15%. Hoje, nas mínimas, o dólar à vista chegou aos R$ 3,3836.

Liberal Motors – BC
Revista L – BC.1