Bolsas europeias fecham sem direção única, com China, Espanha e Brexit no radar

As bolsas da Europa fecharam sem direção única, perto da estabilidade, com os negócios sendo influenciados pelos números da balança…


As bolsas da Europa fecharam sem direção única, perto da estabilidade, com os negócios sendo influenciados pelos números da balança comercial da China e de inflação na Alemanha. Os investidores ainda mantiveram certa cautela diante das incertezas derivadas do processo de saída do Reino Unido da União Europeia e do movimento separatista catalão na Espanha.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou esta sessão com alta de 0,29%, aos 391,42 pontos. Em Londres, o FTSE-100 caiu 0,28%, para 7535,44 pontos, acompanhado pelo CAC-40, da Bolsa de Paris, que baixou 0,17%, para 5.351,74 pontos, e pelo Ibex-35, da Bolsa de Madri, que também recuou 0,17%, para 10.258,00 pontos. No sentido contrário, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, teve elevação de 0,07%, aos 12.991,87 pontos; o FTSE-MIB, de Milão, também subiu 0,07%, para 22.413,54 pontos, e o PSI-20, da Bolsa de Lisboa, avançou 0,02%, para 5.457,96 pontos.

Nesta madrugada, a China informou crescimento acima do esperado de suas importações em setembro, na comparação anual. O país ainda divulgou números fortes de compras de petróleo e cobre, que impulsionaram os preços das commodities e as ações de companhias do setor.

Na Bolsa de Londres, os papéis da Anglo American subiram 1,80%, os da BHP Billiton tiveram alta de 1,64% e os da Glencore avançaram 2,35%. As ações da petroleira ENI ganharam 0,79% na Bolsa de Milão e, na Bolsa de Madri, os papéis da Repsol tiveram alta de 0,62%.

Na Bolsa de Frankfurt, destaque para as ações da Bayer (+1,16%) e da Basf (-0,46%), que reagiram à notícia de compra pela Basf dos negócios de sementes e herbicidas da Bayer por 5,9 bilhões de euros.

Pela manhã, a agência de estatísticas da Alemanha, Destatis, informou que o índice de preços ao consumidor do país subiu 0,1% em setembro ante agosto e 1,8% na comparação anual, em linha com a projeção dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Os investidores mantiveram-se atentos às negociações do Brexit, um dia após mais uma rodada de negociações com a UE terminar sem grandes avanços. Analistas ponderam que a falta de progresso nesse diálogo pode ameaçar o crescimento do país, no momento em que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) sinaliza que deve conduzir um aperto monetário para conter a inflação.

Outra questão que permaneceu no radar é a tensão Espanha, que pode se aprofundar na próxima semana, diante do ultimato do premiê espanhol, Mariano Rajoy, para que o governo catalão reverta a proclamação de independência unilateral até a próxima segunda-feira. As ações do setor bancário, como as do Santander (-1,17%) e CaixaBank (-0,83%), continuaram sendo pressionadas nesta sessão.

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