Ultrapar negocia acordo após MP cobrar R$ 3,6 bi por incêndio na Ultracargo

A Ultrapar Participações está em negociações com o Ministério Público Estadual de São Paulo, visando à celebração de um acordo…


A Ultrapar Participações está em negociações com o Ministério Público Estadual de São Paulo, visando à celebração de um acordo envolvendo reparação de alegados danos ambientais decorrentes do incêndio no terminal da Ultracargo, ocorrido em 2015, em Santos (SP). A companhia ressalta ainda, em comunicado, que não existe, neste momento, nenhuma ação judicial ajuizada a respeito deste assunto.

Em resposta a questionamento da Bovespa, sobre o parecer técnico emitido pelo Centro de Apoio Operacional à Execução (CAEX), órgão técnico vinculado ao MPE, divulgado nesta terça-feira, 29, a empresa afirma que este documento apresenta uma estimativa acerca dos supostos danos ambientais decorrentes do referido incêndio, não possuindo qualquer “efeito vinculante, caráter condenatório ou sancionatório”. E salienta que ele ainda deverá ser avaliado pelas autoridades e partes envolvidas. O documento calculou os danos ao meio ambiente em R$ 3,671 bilhões.

“A Ultrapar discorda da extensão dos impactos alegados, bem como dos critérios técnicos utilizados para a quantificação dos alegados danos ambientais”, destaca. “Na visão da companhia, e de acordo com o monitoramento por empresas especializadas realizado pós-incidente, sob o acompanhamento das autoridades responsáveis, os danos foram pontuais e temporários, razão pela qual os valores apresentados não guardam relação com os respectivos fatos.”

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