País tem 27 mil vagas temporárias disponíveis para o Natal

Pesquisa prevê que 111 mil vagas de trabalho temporário serão abertas no Brasil no final do ano, com destaque para o setor de serviços


Quem procura por uma oportunidade de trabalho neste Natal ainda pode conseguir. Uma pesquisa da Fenaserhtt (Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de RH, Trabalho Temporário e Terceirizado) e do Sindeprestem (Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo), feita pelo Cenam (Centro Nacional de Modernização Empresarial), estima 27 mil vagas temporárias ainda à espera de candidatos até o Natal, 25% do total das 111 mil vagas de trabalho temporário previstas para serem abertas em todo o País.

O setor de serviços deve oferecer o maior número de vagas até o final do ano, 50 mil. O comércio, 33 mil, e a indústria, 28 mil. Do total de oportunidades, 33 mil vagas possivelmente serão destinadas a jovens no primeiro emprego. Ao final do contrato, indústria, comércio e serviços tendem a efetivar 19 mil. “As empresas estão com os quadros mais enxutos em decorrência da crise econômica e, se depender da retomada dos índices econômicos positivos, mesmo que lentamente, haverá necessidade de efetivação depois das festas de fim de ano”, explica Vander Morales, presidente da Fenaserhtt e do Sindeprestem.

Em 2016, a pesquisa Fenaserhtt/Sindeprestem indicou a abertura de 101 mil vagas temporárias no Brasil. Neste ano o número é 10% maior. “O trabalho temporário, por ser uma modalidade de contratação destinada a atender ao acréscimo de serviços nas empresas, é bastante sensível à economia. Portanto, quando há retomada, ainda que pequena, o setor acompanha a tendência”, diz Morales.

A pesquisa apontou ainda que os perfil mais solicitados pelas empresas contratantes são de homens (57%), na faixa etária entre 22 e 35 anos (58%), com segundo grau completo (32%), que estejam em seu primeiro emprego (12%) ou que tenham experiência anterior (82%).

A principal função requisitada pela indústria, segundo a pesquisa, seria operacional (75%), enquanto que no comércio a busca é por vendedores (78%). Com relação à perspectiva de efetivação do trabalhador temporário pelo contratante, a pesquisa aponta que no comércio as chances variam entre 6% e 10%; na indústria, entre 1% e 5%, e no setor de serviços, entre 1% e 5%.

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