Novo medicamento contra leucemia começa a ser vendido no Brasil

Segundo o laboratório que o produz, trata-se de um anticorpo cuja ação visa ativar a defesa do próprio organismo para destruir as células tumorais


Um medicamento que visa ativar a defesa do organismo de pacientes com câncer e é indicado para o tratamento de Leucemia Linfoblástica Aguda foi aprovado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e já está sendo comercializado. Trata-se do Blinatomumabe, que foi assunto de matéria publicada nesta segunda-feira (4) pela Agência Estado e pelo LIBERAL, mas que, ao contrário do que foi noticiado, não é uma vacina, e um paciente em Fortaleza também não foi o primeiro a recebê-lo.

Foto: SXC
Ainda por meio da nota, a empresa alertou que o tempo de tratamento ainda é curto para conclusões sobre melhoras

Segundo o laboratório Agem, que produz o medicamento, trata-se de um anticorpo monoclonal bispecífico, medicamento biológico cuja ação visa ativar a defesa do próprio organismo do paciente para destruir as células tumorais. A molécula do blinatomumabe se liga à célula tumoral e à célula imune do paciente, fazendo que o tumor seja destruído pelo sistema imune do próprio paciente. Como o remédio não tem fim preventivo, não pode ser considerado uma vacina.

De acordo com o laboratório, o medicamento é indicado para Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) de precursores de célula B, recidivada ou refratária, em adultos. 58 pacientes brasileiros, adultos e pediátricos, já utilizaram o remédio, através de um Programa de Acesso Expandido. O tratamento consiste em ciclos de 28 dias, podendo ser realizados, conforme indicação em bula, até 5 ciclos, dependendo da resposta do paciente e da decisão de seu médico.

Em Abril de 2017, o produto foi aprovado pela ANVISA e teve preço aprovado pela CMED no mês de julho. O medicamento está disponível para comercialização pela Amgen Biotecnologia desde agosto deste ano.

Ainda por meio da nota, a empresa alertou que o tempo de tratamento ainda é curto para conclusões sobre melhoras, com base no tratamento de um paciente. “A Amgen fica muito satisfeita em saber que, na percepção do médico responsável, o paciente já vem apresentando sinais de melhora. Porém, apesar do índice apontado como sinal de melhora – contagem de células tumorais – ser um dos indicativos de resposta ao tratamento, este é um período muito curto para medir e confirmar o sucesso da terapia”, trouxe a nota.

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