Enfermeiro é afastado após suspeita de agressão contra idosa de 78 anos

De acordo com relatos de familiares, a idosa teria levado tapas, socos e puxões de cabelo de um enfermeiro após ela pedir um copo de água


Internada na Unidade de Terapia Intensivo (UTI), a paciente Thereza de Jesus Garcia, de 78 anos, foi encontrada com hematomas no rosto pela equipe do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) na manhã de domingo, 16. De acordo com relatos de familiares nas redes sociais, a idosa teria levado tapas, socos e puxões de cabelo de um enfermeiro que a teria xingado após ela pedir um copo de água. A instituição fica localizada no bairro da Aclimação, na zona sul de São Paulo.

Em nota, o HSPM afirmou ter afastado o enfermeiro, que trabalhava no plantão noturno e era servidor da instituição havia 27 anos. De acordo o hospital, foi aberta uma sindicância administrativa para apurar o que ocorreu. “Caso seja comprovada a agressão, serão tomadas as medidas cabíveis, como advertência, suspensão ou até mesmo exoneração do funcionário”, atestou.

Também em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo (Coren-SP) informou ter aberto uma sindicância para apurar o caso. Se forem constatados “indícios de infração ética”, será aberto um processo ético-profissional, que ouvirá a versão do enfermeiro. “As penalidades previstas na Lei 5.905/73, em caso de confirmação da infração são: advertência, multa, censura, suspensão”, indicou.

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Foto: Reprodução
De acordo o hospital, foi aberta uma sindicância administrativa para apurar o que ocorreu

Nas redes sociais, familiares da idosa compartilharam imagens da agressão e desabafaram sobre o ocorrido. “Ela está com medo, está pensando que ele vai voltar e matar ela”, escreveu a filha Hedilaine Aparecida Garcia, que relatou que a mãe está lúcida e lembra de tudo o que ocorreu.

Segunda a neta Bruna Garcia, Thereza estava internada na UTI após ter passado por uma cirurgia na perna, o que a impossibilitava de levantar sozinha da cama para buscar um copo de água.

“Esse ser não pode ser chamado de profissional e não merece o avental que o veste. Conheço a minha avó: ela não seria capaz de mentir. (…) Temos testemunhas que comprovam o comportamento desse enfermeiro antes das agressões na data do acontecimento. As providências serão tomadas a hora desse ‘ser humano’ se é que posso chamá-lo disso”, postou.