Museu do Videogame Itinerante chega a São Paulo em outubro

Além de poder ver o passado e o presente dos games, os visitantes do Museu do Videogame Itinerante também poderão jogar em 30 consoles diferentes


Foto: Divulgaçao
O Museu do Videogame Itinerante já foi visto por mais de 4 milhões de pessoas em nove estados diferentes

Revisitar o passado dos videogames sem precisar assoprar um cartucho sequer: essa é a ideia do Museu do Videogame Itinerante, acervo de mais de 250 consoles que chega a São Paulo pela primeira vez em outubro. Criado pelo jornalista Cleidson Lima, de Campo Grande (MS), em 2009, o museu terá sua mostra exibida no Shopping SP Market entre os dias 8 e 30 de outubro. A entrada é gratuita.

Primeiro museu dedicado aos jogos eletrônicos reconhecido pelo Ibram (Instituo Brasileiro de Museus), ligado ao Ministério da Cultura, o Museu do Videogame Itinerante já foi visto por mais de 4 milhões de pessoas em nove estados diferentes.

Entre as peças de seu acervo, há raridades como o Telejogo Philco Ford, primeiro videogame fabricado no Brasil, em 1977, ou o Magnavox Odyssey, de 1972, considerado o primeiro console feito no mundo todo. “Comprei ele por US$ 15 nos EUA, largado em um brechó de eletrônicos”, lembra Lima, que diz que, por não ser um colecionador rico, se diverte com a arte de garimpar. “Os videogames mais legais do mundo estão perdidos nos guarda-roupas das avós, que ficam com pena de jogá-los fora”, brinca.

Outras peças interessantes são o Nintendo Virtual Boy, óculos de realidade virtual feito pela Nintendo em 1995, e o R.O.B, robô que foi lançado junto com o NES, de 1985.

Além de poder ver o passado e o presente dos games em exposição, os visitantes do Museu do Videogame Itinerante também poderão jogar em 30 consoles diferentes – do Atari e Master System até os recentes PlayStation 4, Xbox One e Wii U.

Cleidson, que tem 44 anos, começou a jogar games na época do Atari, e se tornou um colecionador há dez anos. “Comecei como uma brincadeira, ganhava consoles antigos que iam para o lixo, e quando percebi, tinha mais de 70 videogames. O sonho da minha esposa era jogar tudo fora”, brinca ele. Bruno Capelas_Agência Estado

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